Falar sobre filmes é tão prazeroso quanto vê-los, diz Luiz Carlos Merten no ciclo os Filmes da Minha Vida
Em sua segunda edição, o evento Os Filmes da Minha Vida, promovido pela 33ª Mostra de Cinema, recebeu o crítico de cinema Luiz Carlos Merten, do jornal O Estado de S. Paulo.
Aos 64 anos, Merten revelou que começou a gostar de cinema por meio de livros. Quando garoto, o primeiro livro que comprou foi um de aventuras de Tarzan, escrito por Edgar Rice Burroughs (1875/1950). Daí, acredita, nasceu seu gosto por cinema de ação, pois leu a coleção inteira.
Foi nessa mudança que surgiu o primeiro filme da sua vida – Rocco e seus Irmãos (1960), de Luchino Visconti. Com 12 anos de idade, ele diz que “não tinha ainda capacidade para absorver” tudo o que o filme mostrava. Merten já viu e reviu o filme diversas vezes, e a cada vez tem uma nova visão da história. “O filme foi crescendo comigo”, detalhou.
Seus preferidos, aqueles que realmente considera os filmes de sua vida, têm a ver com a emoção, como Rastros de Ódio (1956), de John Ford. No início de 2009, ele conseguiu realizar um dos sonhos de sua vida e visitou Monument Valley, em Utah, no Arizona (EUA), região que queria conhecer por ser cenário dos muitos filmes de John Ford que já assistiu.
Confira os próximos depoimentos do ciclo OS FILMES DA MINHA VIDA
Jornal da mostra
- Nº 678
- 33ª Mostra > 28/10/2009
- Edição:
- Leon Cakoff, Renata de Almeida e Thiago Stivaletti
- Redação:
- Beth Andalaft, para o “Jornal da Mostra”
