33ª Mostra Internacional de Cinema - São Paulo International Film Festival 20 out - 05 nov 2009

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Retrospectiva Gian Vittorio Baldi

NOTAS PARA UMA ORÉSTIA AFRICANA (APPUNTI PER UN´ORESTIADE AFRICANA) - 1970 - Itália - Doc

NOTAS PARA UMA ORÉSTIA AFRICANA
NOTAS PARA UMA ORÉSTIA AFRICANA
NOTAS PARA UMA ORÉSTIA AFRICANA
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Sinopse
“Eu deveria rodar esse filme em vários países do Terceiro Mundo. Seria uma espécie de documentário, de ensaio... Mas dessa forma, a quem interessaria senão às poucas elites politizadas atentas aos problemas do Terceiro Mundo?”, disse Pasolini sobre esta produção. O filme nunca foi realizado, mas o cineasta o adaptou a um documentário para a TV. “É um dos mais belos filmes de Pasolini. Nada convencional, nada pitoresco, o documentário nos mostra uma África autêntica, de forma alguma exótica e, por isso, mais misteriosa que o próprio mistério da existência”, afirmou o poeta italiano Alberto Moravia.
Créditos
diretor
Pier Paolo Pasolini
roteiro
Pier Paolo Pasolini
fotografia
Giorgio Pelloni
montagem
Cleofe Conversi
música
Gato Barbieri
produtor
Gian Vittorio Baldi
produtora
IDI Cinematografica
71 minutos
p&b , 35mm
Diretor
Pier Paolo Pasolini

Nasceu em 1922, em Bolonha, filho de um militar de carreira fascista e de uma professora primária anti-Mussolini. Estudou Literatura Italiana, Filologia e História da Arte na Universidade de Bolonha. Em 1942, publicou seu primeiro livro: Poesie a Casarsa. Em 1947, se inscreveu no Partido Comunista Italiano, mas foi expulso dois anos depois por suspeita de corrupção de menores. Dedicou-se à pintura, poesia, história da arte e à militância política antes de enveredar pelo cinema. Em 1953, estreou no cinema ao colaborar no roteiro de A Mulher do Rio, dirigido por Mario Soldati. Escreveu outros roteiros, como Noites de Cabíria (1956), com Federico Fellini. Estreou na direção em 1961, com Accatone - Desajuste Social. Publicou livros de poesia, crítica literária, ensaios e narrativas. Trabalhou como ator e dirigiu nos anos seguintes alguns dos mais clássicos e polêmicos filmes da história do cinema italiano, como Mamma Roma (1962), O Evangelho Segundo São Mateus (1964), Gaviões e Passarinhos (1965/1966), Édipo Rei (1967), Teorema (1968), Pocilga (1968/1969), Decameron (1970/1971) e Saló ou Os 120 Dias de Sodoma (1975). Morreu de maneira trágica em 1975, brutalmente assassinado em uma emboscada na praia de Óstia, próxima a Roma. Sobre esse crime, a 19ª Mostra exibiu Pasolini, Um Delito Italiano, de Marco Tullio Giordana. Em 2002, Pasolini ganhou uma retrospectiva integral de sua obra na 26ª Mostra e a edição do livro Pier Paolo Pasolini, de Maria Betânia Amoroso, coeditado com a Cosac Naify.