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Retrospectiva Gian Vittorio Baldi
NOTAS PARA UMA ORÉSTIA AFRICANA (APPUNTI PER UN´ORESTIADE AFRICANA) - 1970 - Itália - Doc
diretor: Pier Paolo Pasolini
- Sinopse
- “Eu deveria rodar esse filme em vários países do Terceiro Mundo. Seria uma espécie de documentário, de ensaio... Mas dessa forma, a quem interessaria senão às poucas elites politizadas atentas aos problemas do Terceiro Mundo?”, disse Pasolini sobre esta produção. O filme nunca foi realizado, mas o cineasta o adaptou a um documentário para a TV. “É um dos mais belos filmes de Pasolini. Nada convencional, nada pitoresco, o documentário nos mostra uma África autêntica, de forma alguma exótica e, por isso, mais misteriosa que o próprio mistério da existência”, afirmou o poeta italiano Alberto Moravia.
- Créditos
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- diretor
- Pier Paolo Pasolini
- roteiro
- Pier Paolo Pasolini
- fotografia
- Giorgio Pelloni
- montagem
- Cleofe Conversi
- música
- Gato Barbieri
- produtor
- Gian Vittorio Baldi
- produtora
- IDI Cinematografica
- 71 minutos
- p&b , 35mm
- Diretor
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Pier Paolo Pasolini
Nasceu em 1922, em Bolonha, filho de um militar de carreira fascista e de uma professora primária anti-Mussolini. Estudou Literatura Italiana, Filologia e História da Arte na Universidade de Bolonha. Em 1942, publicou seu primeiro livro: Poesie a Casarsa. Em 1947, se inscreveu no Partido Comunista Italiano, mas foi expulso dois anos depois por suspeita de corrupção de menores. Dedicou-se à pintura, poesia, história da arte e à militância política antes de enveredar pelo cinema. Em 1953, estreou no cinema ao colaborar no roteiro de A Mulher do Rio, dirigido por Mario Soldati. Escreveu outros roteiros, como Noites de Cabíria (1956), com Federico Fellini. Estreou na direção em 1961, com Accatone - Desajuste Social. Publicou livros de poesia, crítica literária, ensaios e narrativas. Trabalhou como ator e dirigiu nos anos seguintes alguns dos mais clássicos e polêmicos filmes da história do cinema italiano, como Mamma Roma (1962), O Evangelho Segundo São Mateus (1964), Gaviões e Passarinhos (1965/1966), Édipo Rei (1967), Teorema (1968), Pocilga (1968/1969), Decameron (1970/1971) e Saló ou Os 120 Dias de Sodoma (1975). Morreu de maneira trágica em 1975, brutalmente assassinado em uma emboscada na praia de Óstia, próxima a Roma. Sobre esse crime, a 19ª Mostra exibiu Pasolini, Um Delito Italiano, de Marco Tullio Giordana. Em 2002, Pasolini ganhou uma retrospectiva integral de sua obra na 26ª Mostra e a edição do livro Pier Paolo Pasolini, de Maria Betânia Amoroso, coeditado com a Cosac Naify.


