Petrobras apresenta

32ª Mostra Internacional de Cinema

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Pablo Trapero

Filmes em outras edições:
LEONERA, 2008
NASCIDO E CRIADO, 2006
NASCIDO E CRIADO, 2006
Família Rodante, 2004
FAMÍLIA RODANTE, 2004
DO OUTRO LADO DA LEI, 2001
MUNDO GRÚA, 1999
MUNDO GRUA, 1998

Nasceu em Ramos Meijía, Argentina, em 1971, e graduou-se em Direção na Universidade de Cinema de Buenos Aires. Seus primeiros curtas foram Mocoso Malcriado (1993) e Negócios (1995). Em 1999, assinou o primeiro longa, o premiado Mundo Grua, exibido na 23ª Mostra. Dirigiu também o média Naikor, la Estación de Servicio (2001). Realizou também Família Rodante (28ª Mostra) e Nascido e Criado (31ª Mostra).

RenovaÇÃO
Pablo Trapero

A Argentina é hoje, ao lado da China e da Romênia, o país onde se faz o melhor e mais instigante cinema jovem no mundo. Desde Mundo Grua, Pablo Trapero está à frente desse processo de renovação que entende o cinema como uma forma de expressão essencial. A projeção de uma identidade nacional na tela.
Em apenas cinco filmes (Mundo Grua, El Bonaerense, Familia Rodante, Nascido e Criado e Leonera), Trapero desenvolveu uma escrita única e pessoal. Seu olhar não julga. Mostra e revela. Não há um plano a mais, uma posição de câmera que não seja necessária em seus filmes. Atores e não-atores, dirigidos com precisão e delicadeza, estão à serviço de um todo. Para Trapero como para Bresson ou Rosselini, fazer cinema é ao mesmo tempo uma questão ética e estética.
Tudo parte de um modelo de produção familiar - o cinema como prolongamento da vida. Pablo escreve (ou co-escreve) os roteiros de seus filmes. Martina Guzmán, sua mulher e atriz de seus últimos dois filmes, é quem os produz no quadro da Matanzas Cine, onde jovens diretores como Albertina Carri também desenvolvem seus projetos.
É ao mesmo tempo um cinema próximo da realidade e um cinema de invenção constante. Leonera, seu filme mais recente, é um exemplo vivo disso. Um filme de uma extraordinária pertinência, ao mesmo tempo duro e pleno de afeto, que mostra um cineasta no topo de sua forma. No papel principal, Martina Guzmán oferece uma das interpretações mais luminosas dos últimos anos.
A retrospectiva que a Mostra Internacional de Cinema propõe da obra de Pablo Trapero chega em boa hora. Ela nos convida a conhecer melhor um dos maiores talentos do cinema de autor contemporâneo.

Walter Salles