21º Mostra Internacional de Cinema Perspectiva Internacional
VIAGEM AO PRINCÍPIO DO MUNDO

Portugal   

Viagem ao Princípio do MundoÚltimo trabalho do ator Marcello Mastoianni, que morreu logo depois das filmagens. Ele é uma espécie alter-ego do cineasta Manoel de Oliveira. A história começa com as filmagens de uma produção franco-portuguesa, em que um diretor português contrata um ator francês para trabalhar em seu filme.

Apesar de ter nascido na França, o ator é filho de um português, que já morreu já muitos anos. Durante as filmagens, ele decide visitar o vilarejo de seu pai, na esperança de encontrar uma velha tia. O diretor e outros dois atores decidem acompanhá-lo nesta jornada. Durante a viagem o diretor revive lembranças de sua infância na região, contando pequenas histórias do lugar. Quando finalmente chegam ao vilarejo, são tratados com frieza pela tia do ator, que não consegue aceitar que ele não fale português.

Desconfiada, ela se recusa a lhe dirigir a palavra. Mas, depois de muita insistência, decide contar tudo a ele o que se lembra sobre seu pai, comentando também as mudanças ocorridas no local com a chegada da modernidade. No final, só resta ao rapaz visitar o cemitério onde estão sepultados seus antepassados.

  Ficha Técnica

     Sobre o diretor

DIREÇÃO: Manoel de Oliveira
ROTEIRO: Manoel de Oliveira
FOTOGRAFIA: Renato Berta
MONTAGEM: Valérie Loiseleux
MÚSICA: Emmanuel Nunes
ELENCO: Marcello Mastroianni, Jean-Yves Gautier, Leonor Silveira
PRODUTOR: Paulo Branco
PARTICIPAÇÃO
EM FESTIVAIS:
Cannes
PRODUÇÃO: Madragoa Films
Av. D. Manuel I, nº 3, 2890 Alcochete
Tel: 00 -- 1 234-2185
Fax: 00 -- 1 234-2202
WORLD SALES: Gemini Films
73, rue Saint Denis 75001 Paris
Tel: 00 33 1 4039-0375
Fax: 00 33 1 4233-1213
     Col., 93 min., 1997

Manoel de Oliveira

Nascido no Porto, Portugal, em 1908. É o diretor mais representativo de seu país, dono de uma obra extensa e singular. Estreou no cinema em 1931, com o documentário Douro, Faina Fluvial. Seu filme Aniki-Bobó (seleção da 15ª Mostra), sobre as crianças de sua cidade natal, é considerado um dos primeiros representantes do neo-realismo. Dirigiu Amor e Perdição, que abriu a 3ª Mostra, em 1978; Os Canibais (12ª Mostra), Non ou a Vã Glória de Mandar (13ª Mostra) e A Caixa (18ª Mostra). A 15ª Mostra dedicou-lhe uma retrospectiva, que incluiu Ato de Primavera, O Passado e o Presente, Francisca e Meu Caso. Na 19ª Mostra o diretor veio ao evento para apresentar O Convento. A 20ª Mostra exibiu seu filme Festa (The Party).